quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Mais honestidade com a história e mais respeito com o intelecto

De vez enquanto, ainda vejo um ou outro remanescente dos trogloditas do marxismo se reportando ao mundo antigo da Grécia e de Roma adjetivando determinado filósofo ou político com os conceitos de esquerda e de direita.

 Isso é simplesmente obtusidade. Esquerda e direita são classificações que nasceram durante o período da Revolução Francesa, duzentos e poucos anos atrás. Grécia Antiga e Roma Antiga são de dois mil anos antes da Revolução Francesa.

Vamos ser mais científicos, mais honestos com a história, mais respeitosos com o intelecto dos outros, menos cegos por ideologias! Esquerda e Direita - esses homens desatualizados ainda choram por seus conceitos mortos que a história se encarregou de enterrar.

Reverencio os clássicos

Um dos adjetivos mais bonitos que algo pode conter é ser chamado de clássico: livro clássico, pensamento clássico, oratória clássica, arte clássica, advocacia clássica, estilo clássico.

Clássico é o antigo sempre moderno pelo seu valor, pelo seu brilho, pela sua verdade, pela sua perenidade que nem o tempo nem o modismo podem destruir.

Humanismo e iluminismo penal em Sêneca

A Clemência, de Sêneca, trata do direito de punir, de penalizar, de castigar, de corrigir. 

Sêneca foi homem de poder na Roma Antiga, o escritor mais lido de seu tempo. Foi preceptor de Nero, foi grande advogado e exímio tribuno, exerceu também a magistratura criminal. 

Esse é um livro que todo aquele que exerce a autoridade, principalmente no campo do direito, juiz, promotor, delegado e advogado deveriam ler. 

Devemos aplicar a pena de que modo, reparar o delito do faltoso de que modo, com que espírito? Com magnanimidade, com alma grande, sem crueldade, sem exageros, sem sevícias, sem raiva, sem vingança, sem populismo. Isso Sêneca chama de clemência, aplicar o castigo com moderação, com medida, com critérios de humanismo e bondade no coração. 

Sêneca antecedeu Beccaria, o autor do clássico dos Delitos e das Penas, em quase dois mil anos.

Ser magnânimo é uma virtude muito especial do condutor de pessoas, do líder, daquele que exerce poder sobre alguém, do homem sábio, ou daquele que aspira à sabedoria!

Sim, sou um protagórico

Assim que adentrei no curso de História da UFAC, por volta de meus 17 anos, comprei uma blusa marrom, que eu usava muito, onde atrás dela estava escrito: "História"; e na frente: "Tudo é relativo".

Essa era a doutrina do "homo mensura", do orador e filósofo sofista Protágoras, que dizia que "o homem é a medida de todas as coisas".

Fulano diz que está certo, mas o beltrano, contrariando o fulano, diz que ele é quem está certo. E o beltrano está certo sem necessariamente está errado o fulano. E depois entra o sicrano dizendo-se certo, estando errado pra ele o fulano e o beltrano.

E assim cada um segue, o fulano, o beltrano e o sicrano,  com a sua medida, com o seu juízo, com a sua compreensão, com a sua apreensão da verdade, com a sua porção da verdade, todos certos nos seus errados, todos errados nos seus certos!

A arte de argumentar, a arte de viver e a arte de advogar

Chegou em minhas mãos hoje o livro Como Argumentar e Vencer Sempre, adquirido no site Estante Virtual, grande clássico da arte da argumentação, obra rara, de autoria do brilhante e famoso criminalista americano Gerry Spencer, considerado um dos maiores advogados de júri dos EUA, um gênio da arte de convencer. 

Spence associa o poder da oratória à evolução pessoal, ao desenvolvimento moral, intelectual e espiritual do orador. Sem a conquista da credibilidade, palavra central e seus ensinamentos, pode o orador dominar todas as técnicas, todos os truques, todas as manhas, ter lido todos livros e participado de todos os cursos, mas sua oratória não passará de algo superficial, feio e vazio.

Enfatiza, para termos argumentos poderosos, nossa aliança com a autenticidade, com a individualidade, com a verdade, com a clareza de intenções, de sentimentos, de pensamentos, com  a capacidade de ouvir e de servir a ideias elevadas.

É um livro que nos anima, que faz nascer ou renascer nossa paixão pela arte de argumentar e pela arte de advogar. É um livro que além de ensinar a arte de argumentar nos ensina a arte de viver e a arte de advogar, três coisas mais próximas umas das outras do que se imagina.

ABRACRIM -ACRE

Convido a todos os advogados e advogadas criminalistas do Acre para uma Assembleia Geral dia 12 de fevereiro, as 16 horas, na Sala da Escola Superior da Advocacia, na Sede da OAB/AC, para a refundação da ACRIM, Associação dos Advogados Criminalistas do Acre que passará a ser chamada de ABRACRIM-AC, Associação dos Advogados Criminalistas do Brasil - Secção ACRE. Na pauta discutiremos (1) a formação de nova diretoria, (2) a escolha do Conselho Gestor Estadual, (3) os nomes que farão parte do Conselho Nacional e (4) os nomes que nos representarão no VII Encontro da ABRACRIM, que acontecerá dia 30 de junho e 1º de julho de 2016, em Curitiba - Paraná. 

Participe, registre seu nome neste momento histórico da advocacia criminal brasileira e da advocacia criminal acreana. Conto com a participação de todos!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Se for pra escolher, prefiro acriano!

Prezados amigos tanto faz para mim escrever acreano ou acriano; isso não me faz mais nem menos acreano ou acriano. Gosto da acrianidade, que contém cosmopolitismo; não do acreanismo, que contém barrismo.
Em todo caso palavras só são palavras!

Cumpre esclarecer que a palavra Acre vem de Aquiri, que por sua vez deriva do indígena Uakiry - não tem "e". De Aquiri, devido a um erro na grafia, numa carta enviada ao Pará, ficou Acri - com "i". Quando pronunciamos dizemos "acriano". Então pra quê tanta questão em escrevermos acreano?

Acriano está muito mais enraizado na nossa história e na nossa língua do que se pensa!

Ser for pra escolher, prefiro acriano!

Livros de cabeceira

Não tenho apenas um livro de cabeceira, tenho diversos livros de cabeceira, que variam quase que diariamente conforme o interesse de meu espírito.

 Hoje ele foram retratados assim, mas amanhã podem ser outros.

 É um espaço fluido onde há lugar para títulos diferentes e autores diferentes.

Forjado nos debates

Desde muito jovem fui forjado no debate de ideias, no movimento estudantil, cultural, sindical, partidário. 

Faço parte de uma profissão que a natureza dela é a convivência com o debate, com o ponto e o contraponto de opiniões e argumentos, com o contraditório, com a dialética. Questiono e sou questionado, naturalmente. 

Por isso acho muito infantil - bebê que não pode ser contrariado, que dá "pití", de humor sempre instável - aquele que se acha inquestionável, aquele que se acha insubstituível, isso tudo gera abuso de poder e privilégios. 

Uma mente mais madura, mais sólida, mais bem resolvida e autoconfiante, menos irritadiça, lidera sem grande estardalhaço quando se é contrariada ou mesmo quando sofre alguma oposição ou resistência. 

Conviver é saber respeitar o espaço democrático que é a vida, pois ninguém é absoluto!

Método cartesiano no júri popular

Quando preparo um júri, ou estudo uma causa, ou procuro conhecer algo, meu método é o cartesiano:

1º - evitar precipitação, preconceitos; 

2º - examinar, duvidar, interrogar, indagar, inquirir; 

3º - ordenar, planejar, catalogar, organizar; 

4º - revisar; 

5ª - expor com convicção e racionalidade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O que é a advocacia sem ética? O charlatanismo institucionalizado

Acompanhando as mudanças normativas de nosso Código de Ética e Disciplina. 

Advocacia sem ética não dura muito, e é um grande perigo pra quem assim a exerce. Advocacia consistente e valorosa é aquela exercida com ética e consciência.

O que é a advocacia sem ética? O charlatanismo institucionalizado.

Juiz não pode ignorar a vitimologia

Uma prática desprezível que eu acho é quando o juiz sai do lugar de sua imparcialidade e quer ser outra coisa, como delegado, promotor, ou mesmo legislador, ou às vezes, tudo, por exemplo, querer ser Deus, acima das leis.

 Li no site Confraria do Júri que a juíza Marixa Fabiane - que presidiu o julgamento do goleiro Bruno - promove a tese de que a defesa não pode mostrar aos jurados, em plenário do júri, o comportamento da vítima em caso de feminicídio, achando ela que isso fere a ética profissional do advogado e os direitos humanos da vítima. 

No mínimo desconhece, a juíza, o direito. O juiz deve examinar o comportamento da vítima para estabelecer a pena ao réu, segundo o artigo 59 do CP. No mínimo desconhece, a juíza, o direito, pois a legítima defesa existe pra se defender de uma agressão injusta da vítima; no mínimo desconhece que no homicídio privilegiado o réu age por violenta emoção logo injusta provocação da vítima. No mínimo desconhece uma ciência chamada Vitimologia. No mínimo desconhece ou despreza o princípio universal dos povos civilizados que garante a todos os réus o exercício da plena defesa.

 Além disso ela despreza também o Júri, juiz natural da causa, que é quem vai dizer se a defesa tem ou não razão ao mostrar o comportamento da vítima na deflagração do delito.

Enraizado em nossas tradições

Certo dia vieram até meu escritório um político influente e um maçom poderoso pedindo-me que eu não fizesse a defesa de determinada pessoa, alegando para tanto que éramos irmãos e amigos e que não esperavam de mim tal defesa. 

Ouvi-os com atenção, e depois de explicar a eles as minhas razões, contei-lhes a história de Péricles, sumo tribuno, líder de Atenas, e advogado grego. Um amigo de Péricles, muito rico e articulado na pólis, pediu a Péricles que manobrasse uma causa jurídica a seu favor. Péricles, então, falou-lhe: "Amicus ad ara". "Amigos, até a verdade". 

E foi assim que eu falei para o político influente e para o maçom poderoso que me pediam que eu não fizesse a defesa de uma determinada pessoa: "Amicus ad ara".

 Não ingressei neste milenar sacerdócio desenraizado de suas origens e tradições, para ser menino de recado ou fantoche de qualquer poder!

Platão e o domínio da raiva

Platão, certa vez, atingido pela raiva, quase agredia um escravo seu. 

Quando ia infligir o castigo domou sua atitude iracunda incompatível com um sábio. 

Depois disse ao escravo: "estas livre porque não pode ser senhor de ninguém quem ainda não é completamente senhor de si mesmo".

O poder da advocacia

É simples ver o poder da advocacia. 

Se o Lula for preso vai precisar de um advogado. 

Se o presidente da Câmara for preso vai precisar de um advogado. 

Se o presidente do STF for preso vai precisar de um advogado. 

Qualquer bonzão, ricão, deusão, poderososão, inquestionávelzão, na hora de se defender, socorrer-se-á de um advogado.

Sêneca: advogado destemido

Com risco a sua própria vida, disse o advogado Sêneca, da tribuna do Fórum romano, ao temido imperador Calígula:

"Entenda, imperador, que sirvo primeiro à Deus, depois à Filosofia, e só depois ao rei , se seus passos seguirem no caminho da virtude".

Foram homens desta natureza que me inspiraram a exercer com liberdade a advocacia; foram homens assim, da confraria do intelecto,  que me fizeram sentir o chamado para a oratória, para a filosofia, para o cultivo da razão.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

O mito do advogado

O Mito do Advogado, do americano Walter Bennett, é um livro clássico, que resgata nossa estima, que fortalece nosso prestígio e nossa relevância, que levanta nosso ânimo, que nos reconecta a dimensão íntegra, heroica, mitológica, romântica do ser advogado. 

O desânimo, a tristeza, a letargia, a sensação de impotência, a superficialidade, a vulgaridade que tomou conta da nossa profissão é decorrente da perda da alma da advocacia, de nossos referenciais dignificantes. 

Podemos - caso queiramos, como no mito de Parsifal em busca do Santo Graal - reencontrar essa alma, essa essência, beber novamente na fonte virtuosa de nossas mais belas tradições reavivando nossas forças, nossos ideais éticos, públicos e filosóficos.

Um ambiente limpo é a morada do divino

A limpeza do ambiente que nos cerca e de nosso interior, diminui o stress, a ansiedade, a sensação de moleza, a depressão, as doenças, o medo, a angústia, a preguiça, o aborrecimento, a irritabilidade. 

Um ambiente limpo é morada do divino.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Estoicismo: uma escola que torna o homem sábio

Uma das mais belas escolas da filosofia: o estoicismo. Uma escola que torna o homem sábio. 

Disse Sêneca: "O destino conduz aquele que a ele se submete inteligentemente, e arrasta aquele que a ele resiste". 

Segundo Marcos Sandrini, em As Origens da Filosofia Grega "importa, pois passar do número daqueles aos quais o destino arrasta para o número daqueles aos quais o destino conduz".

Sentenças do sábio Sêneca

"São os vícios da alma que deves deixar, antes disso nenhum lugar de agradará".

"Deves mudar de mente e não de paisagens".

"O que faço no meu silêncio? Curo as minhas doenças".

"O sábio vive satisfeito no agora".

"A riqueza serve ao sábio e dirigi o tolo".

"Não considero pobre aquele que vive satisfeito com o que tem".

"Nunca é segura a vida daqueles que vivem sob máscaras".

"Olha a virtude com respeito. Deixe de tolice e não zombe dela; venera-a! Quando ficas furioso contra o céu, mão vou dizer que cometes um sacrilégio, apenas lutas em vão."

"São sempre fortes e corajosas as palavras daqueles que se deixam guiar pela sabedoria".

"Feliz o homem que entrega à razão o governo de sua vida".

"Dedica-te a viver tranquilo".




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Entrada de ano lendo Sêneca

Entrei o ano de 2016 lendo Sêneca, filósofo estoico, orador e advogado romano de grande profundidade moral,  intelectual e espiritual. 

Enfatiza, para se viver feliz, uma vida sem superstição e preconceitos, devotada à razão, ao equilíbrio, à moderação, à harmonia com a natureza. 

Ser feliz é ser virtuoso, praticar o bem e cultivar uma alma tranquila e imperturbável.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A prosperidade do Cristo em nós

No meio da crise, da ausência, da carência, do medo, da insegurança, Ele enchia os lagares com os vinhos mais finos, multiplicava pães e peixes com fartura, mandava Pedro pescar peixes e da boca deles extrair moedas; não invejava as coisas de César porque possuía as riquezas de Deus.

 Dizia aos homens: "Não vos preocupeis com o amanhã, vivam o hoje com confiança, porque assim como Deus cuida dos lírios do campo e dos pássaros do céu também com maior razão cuida de vós". 

Ele curava e distribuía com abundância saúde, luz, compreensão, perdão, paz e vida. Ele é o milionário de Nazaré, o dono da fortuna do Pai. 

Feliz Natal e que a força da prosperidade do Menino Deus expanda em nossos lares e em nossos corações!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Presente está a filosofia

Desde muito jovem interesso-me por filosofia. 

Fui professor de Filosofia. 

Filosofia é uma palavra de origem grega e significa "amor à sabedoria" - neste sentido considero-me um filósofo, pois amo o saber, amo aprender, amo buscar o sentido profundo das coisas da vida. 

Na oratória, presente está a filosofia; no direito, presente está a filosofia; na advocacia, presente está a filosofia; no júri, presente está a filosofia; na liderança, presente está a filosofia; na espiritualidade, presente está a filosofia. 

A filosofia não é algo divorciado da vida. A filosofia ensina a viver com mais consciência, com mais sabedoria, nos tornando livre-pensadores e senhores de nós mesmos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Tributo aos criminalistas

Mês do criminalista.

Sou um deles por vocação. Não santifico o réu, não romantizo a vítima, atenho-me a objetividade dos fatos. Minha oratória é prática, e é dentro desta praticidade que me permito filosofar. 

Reverencio a ciência, a prova, a razão, a demonstração, a lógica, a sobriedade, a imparcialidade e o silêncio do pensar. 

Sou concreto, e é dentro desta concreticidade que me permito abstrair. 

Direito não é só o texto, direito é também o contexto; direito é dialética, direito é humanismo; nada de bitola, de dogmatismo, de estreiteza, de mente rasa, de mesquinhez e negatividade na sua interpretação, na sua valoração, na sua aplicação. 

No tribunal não sou mais do que o juiz ou do que o promotor, porém não consinto que me tornem menos. 

Gosto de ganhar, não gosto de perder júri, por isso escolho minhas causas - mas as minhas maiores lições brotaram do parto das derrotas.

 Minha inspiração continua sendo os sofistas do mundo antigo, os grandes homens e advogados da Grécia, de Roma, da Índia, da França, dos EUA, do Brasil, de todos os tempos e lugares. 

Sem ética e meditação, isso tudo é nada! Críticas e pedradas? Naturais! Valor do criminalista? Sabe aquele que precisa de um! 

Quando convicto da minha verdade, é a ela que eu sirvo. Não atuo para agradar opinião pública, autoridades ou políticos. Diplomacia, sim! Covardia e subserviência, não! Esta não é uma profissão acolhedora para os medrosos e covardes.

Quis chegar e cheguei

E chegamos, assim, exitosamente, à conclusão de nosso projeto: o I Ciclo de Palestras Sanderson Moura de Oratória. Posso dizer como disse Demóstenes, orador grego: "Trabalhei e lutei com firmeza, quis chegar e cheguei".

 Foram cinco palestras com o objetivo de ensinar a arte de falar bem; um projeto pioneiro no Acre. Recebi apoio: as pessoas depositaram confiança e credibilidade no meu trabalho. Gratidão a todos que participaram das palestras.

A 1ª palestra foi em agosto com o tema História da Oratória na Grécia, Roma, Índia, China e Israel; a 2ª palestra foi em setembro com o tema Superando o Medo de Falar em Público; a 3ª palestra foi em outubro com o tema Dicas de Português, Exercícios de Dicção, Voz, Gestos e Posturas para Falar Bem; A 4ª palestra foi em novembro com o tema As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente; e a 5ª palestra, em dezembro, com o tema Estratégias Argumentativas. Ano que vem tem mais! 

 A boa fama do evento continua a repercutir em todos os setores da sociedade acreana: no campo forense, no campo empresarial, no campo político e no campo religioso.

"O grande orador desperta grandes inshigts e seus ouvintes", diz Napoleon Hill. Meu objetivo é este, ser um orador cada dia mais qualificado, despertando nos meus ouvintes o que há de melhor em termos de cultura, elegância, sofisticação e capacidade retórica. 

Pessoas difíceis

As pessoas mais difíceis de se conviver são aquelas em que a responsabilidade pelo o que lhes acontece, dentro e fora de si, é sempre dos outros, das circunstâncias, ou de quem quer que seja, menos delas mesmas.

Sobre pobres que são ricos e ricos que são pobres

De que adianta ter muito dinheiro e viver como pobre?

Pobre nos sentimentos, pobre nos julgamentos, pobre nos pensamentos, pobre na maneira de falar, pobre nas atitudes, pobre na forma como compartilha o que tem, pobre na sua visão de mundo, de pessoas, de Deus.

 Conheço pobres que são ricos e conheço ricos que são pobres: prefiro a companhia dos primeiros.

Dia da Justiça e a meditação da balança

Hoje é Dia da Justiça. 

Em vez de refletir como anda a Justiça no Poder Judiciário, resolvi praticar uma antiga meditação ensinada pelo sábio Lao Tsé, a Meditação da Balança, pra ver como anda a distribuição da justiça dentro de mim mesmo. 

Imagino, então, uma balança na minha mente. 

Há equilíbrio dos pratos em minhas emoções, em meus pensamentos? Em meus critérios de justiça, há razoabilidade, há proporcionalidade? Estão justos os meus pesos e as minhas medidas? E o fiel da balança está firme e centralizado na serenidade, na imparcialidade e no amor?

Como preciso ainda ser mais justo e vigilante, mais salomônico, pra poder combater as injustiças do mundo! A todo momento é preciso estar ajustando essa balança interior.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Eterna vigilância

Thomas Jefferson, advogado e ex-presidente dos EUA, dizia: "O preço da liberdade é a eterna vigilância". 

Isso vale também para a boa forma do corpo; isso vale também para o equilíbrio da mente; isso vale também para o cultivo de relacionamentos sadios.

O preço de tudo isso é a eterna vigilância.

Sabedoria da incerteza

É sempre promissor o futuro de quem vive positivamente. 

Mas uma coisa sempre permanecerá misteriosa: o que nos reserva o dia de amanhã, apesar de nossos planos. 

Sobre processos, sombras e sonhos

Um linda cortesã egípcia certo dia levou um jovem e rico grego ao tribunal porque este desmarcou com ela um encontro amoroso que se daria em troca de elevados favores materiais. 

Na noite que antecedeu ao encontro, o jovem teve um sonho sexual tão real com a bela cortesã que ficou satisfeito, desmarcando assim o compromisso ao explicar-lhe a razão. No tribunal, a cortesã alegava que foi com a imagem dela que ele conseguiu se satisfazer em seus sonhos. 

O juiz então pediu ao jovem que trouxesse para a audiência a quantia a ela oferecida. No recinto do tribunal, o juiz posicionou a mulher num lugar e o jovem num outro lugar, de maneira que qualquer gesto que o jovem fazia refletia a sombra na cortesã. Então, o juiz pediu que ele entregasse o dinheiro fazendo um gesto com sua mão, de modo que a sombra desse gesto chegasse até a mão da cortesã, que por ordem do juiz, estava aberta para receber. 

A cortesã achou muito irreal a sentença do juiz que deu a ela ganho de causa mas pagando-a com a sombra do dinheiro, com o mesmo material da qual é feito os sonhos. 

A vida nos tribunais está cheia de tudo isso, sonhos, sombras, ficções, querelas imaginárias. (História baseada no livro 100 Lições Para Viver Melhor, de Cláudio Moreno).

Ninguém sabe qual será a próxima cena

Creso era o rei poderoso da Lídia. Certo dia chamou ao seu reino, vindo da Grécia, o sábio Sólon, e a este perguntou: "Vê como sou poderoso e feliz, Sólon?". "Não sei, a vida é cheia de surpresa, não sabemos da próxima cena", disse Sólon. Creso, achando o sábio muito grosseiro, o expulsou de seu reinado. 

Passou-se um tempo e a Lídia foi invadida pelos persas, e Creso foi condenado a morrer queimado. Quando as chamas estavam perto de consumi-lo, lembrou-se das palavras de Sólon: "A vida é cheia de surpresa, não sabemos qual será a próxima cena". 

É bom para aqueles que se acham mais do que os outros se lembrar de vez em quando desta história.

Por um novo renascimento

Mais uma vez precisaremos retornar ao século V a.C, à Grécia Antiga, A Era de Ouro da Humanidade, e resgatar da fonte ocidental - e revivê-los e reinventá-los - os valores universais da ética, do bom governo, da democracia, da política, da arte, do pensamento, do direito e da oratória, se quisermos salvar o Brasil e o mundo do neomedievalismo, da irracionalidade, do desgoverno e da corrupção.

É tempo de um Novo Renascimento! Os gregos tinham uma palavra genial para isso, Kairós - é o momento oportuno e crucial, o instante propício, o tempo certo, o ápice que conduz às novas transformações. Uma nova era dourada será o parto deste trevoso caos!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Justiça: um mistério paradoxal

Observando como a justiça acontece nos tribunais, nos júris, no dia a dia, percebo um paradoxo: que mesmo em meio a confusão mental de quem julga, que mesmo em meio a irritabilidade, a falta de compromisso, o despreparo, a parcialidade, o pouco caso de quem julga, a justiça muitas vezes se realiza como se houvesse um fio invisível a tecê-la em meio ao caos.

Ao mesmo tempo, contrariando o que dito antes,  que para ser justo é preciso ter uma mente ordenada, calma, serena, ponderada, racional. Talvez a justiça seja uma combinação misteriosa de tudo isso, para além de nossa apreensão do certo e do errado, do justo e do injusto. 

Tem verdade o dito popular que diz que "Deus escreve certo por linhas tortas"; aparentemente tortas, que são certas. O mundo é injusto ao mesmo tempo que tudo está dentro de uma justa ordem. São os meus paradoxos - e dizem que as verdades são paradoxais!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Na crise, leituras inspiracionais!

Na crise, uma das umas melhores maneiras de cruzá-la é alimentando nosso espírito com leituras inspiracionais. 

Por esses dias adquiri este raro e precioso livro, Sucesso e Riqueza pela Persuasão,  de Napoleon Hill, um dos pensadores que tem uma boa influência no meu jeito de ver a vida. 

"As únicas limitações são aquelas que impomos em nossa própria mente", diz o referido pensador.

Pedinte sincero

Já alguns dias um rapaz saudável pede esmola numa determinada esquina de Rio Branco.

Não tenho dado, devido a aparente saúde física e mental dele. 

Mas hoje, ao vê-lo, dialoguei comigo mesmo: "Mas rapaz, esse cara pelo menos está sendo sincero, não está fingindo que é doido ou aleijado para enganar as pessoas". 

E resolvi abrir a mão! 

Manual de Persuasão do FBI

Todas essas artimanhas da arte da persuasão caem por terra e perdem o valor quando se conhece o poder de uma oratória ética, sincera, filha da verdade. 

Os fariseus eram grandes oradores e usaram de todas as artimanhas para pegar Jesus. Mas Jesus era capaz de vê-los por dentro e de desmontá-los. 

"Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". 

"Quem não tem pecado atire a primeira pedra".

"O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado".

Então, sejamos todos gratos

Minha inclinação mental é esperar sempre o melhor, mas quando as coisas não saem como eu esperava procuro ver o melhor no que me aconteceu. 

Buda ensinava: "Levantemos para o dia e sejamos gratos. Porque se nós não aprendemos muito, pelo menos aprendemos um pouco, e se não aprendemos um pouco, pelo menos nós não ficamos doentes, e se ficamos doentes, pelo menos não morremos. Então, sejamos todos gratos".

 Inicio esta semana esperando sempre o melhor e vendo o melhor no que me acontece, cultivando a gratidão no meu coração porque gratidão traz prosperidade; gratidão é riqueza, reclamação é pobreza.

Meditando escondido

Conta Thich  Nhat Hanh, monge zen, no seu pequeno e precioso preciso livro, A Arte de Sentar, que durante a guerra do Vietnã uma monja amiga sua foi presa; na prisão todo dia ela meditava, e aquilo incomodava os guardas que tomavam a atitude dela como deboche diante da situação que ela vivia. Para salvar a sua integridade ela meditava escondido, a noite, quando os guardas iam dormir.


Tantas lições numa pequena história! Meditar, se acalmar, sentar, parar um pouco a pressa nos momentos de dificuldades. 

E isso às vezes incomoda as pessoas que acham que quem faz isso não está nem aí pras coisas que acontecem, que é um apático; mas nem imagina o desavisado que uma pessoa calma, mesmo sem a ruidosa agitação do afobado, é aquela que mais contribui para que os agitados ao seu redor atravessem os temporais da vida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente


As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente, momentos de alegria e de enriquecimento para todos nós.

I - Conhecimento

II - Naturalidade

III- Criatividade

IV - Personalidade Agradável

V- Integridade

VI - Energia

VII - Ama a Grécia

VIII - Clareza

IX - Alto poder sugestionador

X - Percepção e capacidade argumentativa.

Meu amigo Wasley

Em duas oportunidades Wasley Cunha, estudante de direito da FAAO, esteve comigo hoje: uma no meu escritório, e outra na minha palestra As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente. 

Wasley não anda e tem dificuldade de falar, mas tem um sonho: falar bem, com desenvoltura. 

Tantas pessoas podem andar e falar e não aproveitam devidamente estas riquezas, e muitas não tem a metade da força de vontade de Wasley. 

Você vencerá amigo, você será um vencedor!

A música e a arte de viver

Na Grécia Antiga a música era muito apreciada por todos os cidadãos sendo muita comparada à maneira como eles viam a vida. 

Havia o ideal de harmonia e ritmo em todas as coisas.

 Uma pessoa educada era aquela que "andava no compasso".

E uma pessoa grosseira era um "desafinado".

Ama a Grécia! Um dos mandamentos do orador

Quanto mais eu leio sobre Grécia Antiga mais sinto que me qualifico como advogado e orador. 

Por esses dias ministrei uma palestra intitulada As Dez Regras de Ouro do Orador Inteligente, e dentre elas uma dizia: Ama a Grécia. 

Praticando esta regra sua oratória estará em constante processo de embelezamento e de empoderamento.

Mente de bambu

A mente de um habilidoso orador é como um bambu, é flexível a todos os pontos de vista. 

Isso torna o orador agradável e convincente.

Não é um cego dirigindo palavras!

A autoridade de Jesus

"Com que autoridade você fala estas coisas", questionou um dos fariseus a Jesus. 

Quais cursos superiores você tem, quantos mestrados, quantos doutorados, quantas especializações, quantos títulos, quantos livros publicados você tem, pra ter licença para falar assim? 

"Com que autoridade você fala estas coisas' perguntou um dos fariseus a Jesus.

Ler bons livros

Sãos seis os compromissos de um seguidor do taoismo, dentre eles destaco: ler bons livros. 

O próprio autor da obra Tao Te Ching ( O Livro que Revela Deus), o sábio chinês Lao Tsé.

Lao Tsé era o homem que cuidada da biblioteca real na China do século VI a.C.

Grandes Julgamentos da Grécia Antiga

Livro raro que comprei na Estante Virtual e que hoje chegou em minhas mãos.

Um livro que envolve ao mesmo tempo tantos assuntos que fazem parte de meu dia a dia.

Oratória, Júri, Advocacia, Grécia.

Os gregos amavam tudo isso.